A Frente Evangélica se reúne nesta terça-feira para discutir kit de combate à homofobia, conhecido como kit gay, do Ministério da Educação e o Projeto de Lei 122/06 que visa criminalizar a homofobia. De acordo com o site da Câmara, o ministro da educação Fernando Haddad, em reunião com as bancadas evangélica e católica, se comprometeu a permitir a participação de parlamentares no debate sobre o kit gay. O kit ainda precisa ser aprovado pelo Comitê de Publicações do Ministério da Educação (MEC). “O que foi pedido é que alguns parlamentares participem do debate. Todos os deputados presentes à reunião selaram um acordo de promover o combate a toda forma de violência e preconceito,” afirmou Haddad.
Na semana passada, a pressão dos deputados evangélicos foi se tornando tão forte em oposição à distribuição do kit nas escolas, que o ministro Haddad pareceu necessariamente ter que fazer alguma proposta para discutir o material. Na mesma semana, o deputado federal Arolde de Oliveira (DEM-RJ) havia dito que os parlamentares contrários ao material iriam recorrer à Justiça e até cobrar posição da presidenta Dilma Rousseff para impedir sua distribuição. “A Frente não vai parar de agir contra esse atentado à moral, aos bons costumes e à família brasileira. Se for preciso, vamos ao Supremo Tribunal Federal. A presidenta precisa tomar alguma medida. Vamos cobrar as promessas que ela fez na campanha às lideranças evangélicas,” afirmou Arolde. O vice-presidente da Frente Parlamentar Evangélica, Anthony Garotinho (PR-RJ), afirmou anteriormente, que o grupo havia decidido não participar das votações da Câmara até que o governo recolhesse o kit contra homofobia do Ministério da Educação.
"Não se vota nada enquanto não se recolher esse absurdo," disse o deputado no plenário e recebeu apoio de sua bancada. Para o ex-governador do Rio de Janeiro, o material incentiva a homossexualidade. Face às pressões, o ministro Haddad informou que haveria possibilidade de uma alteração do kit e num programa de rádio ele manifestou que os parlamentares da bancada evangélica estariam livres para manifestar sua opinião, mas as suas sugestões poderiam ser acatadas ou não pelo ministério.
Fonte: ChristianPost
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